Djordje Balac, um jovem croata de 20 anos de idade, passa semanas, às vezes até mesmo meses, diuturnamente criando modelos realistas incrivelmente precisas de veículos industriais como caminhões, escavadeiras e guindastes exclusivamente com palitos de fósforo e cola. Um desafio à paciência levada a um nível insano.
 
A paixão de Djordje em fazer modelos de madeira remonta a escola primária. No começo, ele cortava todas as peças necessárias para realizar suas obras, mas logo descobriu que palitos eram um material muito melhor e, como ele mesmo diz.: "O resto é história".
Ele começou a usar centenas de caixas de fósforos para criar modelos de pequeno porte de seus caminhões e equipamentos industriais favoritos, e passou semanas tentando criar todos os detalhes. Como suas habilidades melhoraram, o jovem de Gospic, na Croácia, decidiu levar sua arte com palito de fósforo para o próximo nível, fazendo com que as réplicas de madeira fossem operacionais. Assim, em 2006, começou a construir modelos maiores com palitos, concentrando-se não só em replicar cada característica do projeto, mas também com a sua funcionalidade.
 
Apesar de trabalhar com um material rígido, como palitos de fósforo, ele conseguiu fazer com que os braços de suas escavadeiras e guindastes estendam e girem como um modelo real, e as cabines de seus caminhões também são destacáveis. Depois de postar fotos de suas criações em fóruns e sites de mídia social, Djordje Balac teve o reconhecimento que merecia, e até foi convidado para apresentar seus modelos em feiras e exposições por todo seu país de origem.
O primeiro modelo complexo de palito construído por Djordje, foi um caminhão GAZ 63 A russo. Foram necessários seis meses, 576 caixas de fósforos e 6 kg de cola para concluí-lo. Desde então ele reuniu uma coleção impressionante de veículos industriais de madeira, mas o que mais gosta é um Liebherr LTM 11200, o maior guindaste do mundo. Sua réplica foi feita com 175.518 palitos de fósforo, 20 kg de cola e 8 kg de verniz. Também é totalmente funcional. Balac disse a jornalistas que trabalhou nele todos os dias, durante três meses seguidos, entre oito da manhã até meia-noite. Conta que muitas vezes esquecia de comer e só via seus amigos se eles fossem visitá-lo em sua garagem. O modelador admite que foram dias muito árduos, mas acha que valeu a pena no final.
 
Atualmente, o programador desempregado procura trabalho para financiar seu próximo projeto. Sua Liebherr LTM 11200 custou um total de 8.000 kunas (2.700 reais), e apesar de ter um forte desejo de construir mais maravilhas com palito, está totalmente duro.
-"A crise tá difícil, não consigo encontrar um emprego", disse Djordje. - "Eu gostaria de trabalhar no desenvolvimento de jogos. Seria bom se eu pudesse ganhar a vida fazendo o que eu amo".
 
Transformar a boleia numa sala de estudos é possível. O caminhoneiro consegue, mesmo viajando sempre, arrumar um jeito de estudar e seguir se qualificando. A experiência de Roberto Emerson de Pinho, 39 anos, no curso de segurança do trabalho, oferecido por Educação à Distância (EAD) no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense (IFF), mostra que, com dedicação, estudar e tirar o sustento da vida de estradeiro exige apenas vontade.

Natural de Itaperuna, no Rio de Janeiro, e atuando como motorista desde 1991, foram as palestras sobre segurança na empresa que despertaram o interesse do caminhoneiro pelo assunto, tema de debates recorrentes na profissão. Vislumbrando uma possibilidade de crescer na empresa em que trabalhava, ou mesmo em outras do setor, Pinho aventurou-se no curso. "Nas empresas ouvimos falar muito sobre segurança, há muitas palestras e cursos sobre o assunto, e vemos que estamos cercados por colegas sem qualificação. Percebi a necessidade das empresas e me motivei para passar de simples motorista para algo mais", conta.

Dividir a estrada com os livros, contudo, não foi tarefa fácil na vida de Pinho. Trabalhando com transporte rodoviário interestadual, o contato com os perigos das estradas eram diários, como se estivesse visualizando na prática alguns dos aprendizados do curso. "Chegava a estudar nos postos de gasolina, mas o grande problema para nós motoristas é a frequência. A oportunidade de fazer à distancia facilita muito, mas muitas vezes os dias de provas e aulas presenciais não coincidem com os dias em que você está na cidade", explica.

Pinho precisou trancar a matrícula. Um acidente o deixou com algumas sequelas, e ele está longe da direção e dos estudos até se recuperar. Uma greve na universidade também contribuiu, segundo ele. "Com certeza quero voltar, tranquei para não desperdiçar a oportunidade. Minha ideia é deixar a profissão de motorista para trás, para continuar em outro segmento, ou mesmo na área de transporte, mas em algo mais técnico", afirma.

Preparação para o vestibular entre as viagens

Outro exemplo de batalha pela qualificação vem de Balneário Camboriú, em Santa Catarina. O motorista Fábio Júnior Bueno, 29 anos, se prepara para prestar vestibular. "Eu não tinha terminado os estudos, agora fiz o terceirão e estou me preparando para o vestibular", revela. A intenção é conseguir alguma bolsa do governo ou um apoio na empresa onde trabalha.

Bueno ainda não decidiu a área que irá cursar, tem interesse em engenharia civil e arquitetura, mas ainda não tomou uma decisão, quer mesmo é se tornar um exemplo para a filha e outros motoristas. "Perdi muito tempo na vida quando era novo, larguei os estudos para trabalhar e ser independente, achei que o dinheiro era mais importante naquele momento. Hoje vejo o quanto eu perdi, espero evoluir para ter meu próprio negócio no futuro", sonha.

 

Uma pizzaria ambulante. Assim pode ser definido o Del Popolo, um veículo totalmente adaptado que transformou um caminhão em uma pizzaria móvel. Apesar do ambiente inovador, o chef responsável Jonathan Darsky promete trazer ao público o sabor de uma pizza tradicional, feita em forno à lenha e preparada apenas com ingredientes vindos de pequenos produtores.
 
A construção da pizzaria só foi possível com o uso de um contêiner, que foi totalmente adaptado para a construção de uma cozinha. Os fornos são abastecidos com lenha e as laterais do automóvel são envidraçadas, para que os clientes possam acompanhar o processo de preparo.

A empresa usa as redes sociais para contar aos consumidores onde o caminhão está. O Twitter é a ferramenta mais utilizada para divulgar a localização.
 
Por enquanto, a pizzaria deve circular apenas em São Francisco, na costa oeste dos Estados Unidos.

Fonte: Central do Caminhoneiro


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