Churrasco, polenta frita, feijoada. Os pratos que costumam fazer parte do cardápio de quem almoça ou janta na beira da estrada nem sempre são opções saudáveis para quem segue a rotina de viagens longas. Nutricionistas alertam para os riscos que a má qualidade da alimentação traz para os caminhoneiros, que podem sofrer com doenças cardiovasculares, diabetes, colesterol alto e mau funcionamento do intestino.

"O ideal seria fazer refeições a cada três horas. A dieta não se baseia (apenas) nas refeições principais", explica a nutricionista Pérola Ribaldo, especialista em gestão de qualidade e mestre em Ciências Médicas pela Universidade de Campinas (Unicamp). Além disso, não adianta comer poucas vezes ao dia, nem a cada refeição servir grandes quantidades ou mais de uma vez.

A advertência é reforçada pelo chefe do departamento médico do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários de Cargas (Sindicargas) de São Paulo, o médico Kleber Torres. "Eles só procuram (atendimento médico) quando já estão com uma doença. Não buscam a prevenção, a orientação, para fazer uma tabela nutricional", analisa.

Alguns caminhoneiros até fazem a própria comida, mas a maioria busca restaurantes de estrada, principalmente em postos de gasolina, o que dificulta na hora de manter uma dieta balanceada. Nesses lugares, geralmente predominam os alimentos fritos, de difícil digestão. Se o caminhoneiro pega a estrada logo depois de comer, o perigo está na sonolência que isso provoca. "Ocorre o que chamamos de sequestro sanguíneo. O estômago dilata e puxa o sangue do cérebro e das extremidades para auxiliar na digestão. Por isso a sonolência", esclarece Torres.

Mas, mesmo realizando as refeições fora de casa, é possível manter uma boa alimentação" Sim. Para Torres, as refeições devem atender às necessidades de proteína e carboidratos. Arroz e feijão é a combinação básica que lidera as indicações de médicos e nutricionistas para uma dieta saudável. "É importante também trocar carnes gordas por magras, dando preferência a carnes brancas", aponta a nutricionista Eliane Cristóvão. Legumes e verduras podem ser ingeridos em grandes quantidades. Para os intervalos, beber sempre muita água para se hidratar, e ter sempre a mão frutas, barras de cereal e biscoitos integrais.

Embutidos como salsichão, salame, mortadela e linguiça estão na lista do que evitar. É importante ainda cuidar para não exagerar no sal. E nada de tomar muito café. Eliane recomenda, no máximo, quatro xícaras por dia. Outro cuidado é com alimentos de fácil degradação. Pratos que tenham leite e ovo como ingredientes não devem ser ingeridos, pois a eventual má conservação pode favorecer o crescimento e proliferação de micro-organismos que podem provocar doenças.
O ar-condicionado dos caminhões, essencial durante o verão e, por vezes, deixado de lado durante o inverno, é um item que exige cuidados e atenção o ano inteiro. A correta manutenção do aparelho não é importante apenas para seu próprio funcionamento, mas também para a saúde do motorista. Com longas jornadas dirigindo, deixar o sistema sem cuidados pode ocasionar doenças respiratórias e alérgicas.
 
A baixa ocorrência de panes no ar-condicionado em oposição a outras questões mecânicas faz com que este não esteja na linha de frente das preocupações dos motoristas. Segundo Carlos Augusto Souza, supervisor do Help Desk Técnico da Iveco, "o sistema requer baixa manutenção, que está focada na substituição do filtro de entrada de ar para a cabine". Ele ressalta a importância da troca do filtro antipólen a cada seis meses, para que não ocorra obstrução ou mesmo formação de colônias de bactérias.
 
Os sintomas de defeitos na refrigeração devem ser monitorados com atenção pelo condutor, que precisa ficar de olho em qualquer problema na eficiência do fluxo de ar e no próprio corpo: irritação no nariz ou na garganta podem indicar sujeira nos dutos ou no filtro, de acordo com Souza.
 
O ar gelado em contraste com o calor do motor umedece os dutos de ar do sistema, favorecendo a proliferação de fungos e bactérias, é o que afirma o médico Dirceu Rodrigues Alves Júnior, diretor de Comunicação da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet).
 
Apesar de não possuir estatísticas concretas sobre os números de patologias e doenças que surgem em função desse problema, já que muitos motoristas não relacionam seus sintomas ao ar-condicionado, ele afirma que a incidência é comum. "Quando o motorista liga o carro, ele injeta no ambiente esses microorganismos que estão nos filtros e nos dutos. Com os vidros fechados, ele está injetando a todo momento isso no ambiente dele", explica.
 
Alves Júnior chama a atenção também para o uso frequente do aparelho, mesmo no inverno, para que o ar circule e não acumule poeira. "É preciso que o motorista, numa jornada longa, lembre que o aparelho respiratório poderá sofrer com esse ar, que pode causar inclusive doenças crônicas, como é a doença pulmonar obstrutiva crônica que pode se caracterizar como enfisema pulmonar", alerta. As rinites, faringites, bronquites, sinusites, pneumonias e demais doenças respiratórias também podem ter origem em um ambiente contaminado por um ar-condicionado sem manutenção.
 
Falta de conhecimento ou de tratamento adequado do diabetes pode colocar em risco a saúde dos carreteiros além de comprometer a segurança na estrada no caso de uma crise de hipo ou hiperglicemia.
 
 
Manter hábitos saudáveis com horários flexíveis de alimentação está longe de fazer parte do dia a dia dos motoristas de caminhão. Tal rotina, os posicionam como fortes candidatos a desenvolverem doenças que, na maioria das vezes, agem de maneira silenciosa e que podem levar o indivíduo a a morte se não tratada de maneira correta.
 
O diabetes, provocada pela deficiência de produção ou de ação da insulina, é um bom exemplo. Dados do Programa Estrada para a Saúde, realizado pela Nova Dutra, no eixo Via Dutra, mostram que dos 3.216 carreteiros atendidos no ano passado 13% apresentaram glicemia alterada.
 
As principais consequências para aqueles que desconhecem ser portadores da doença ou mesmo os que sabem mas não realizam o tratamento correto é a possibilidade de uma crise de hipoglicemia (baixo nível de açúcar no sangue) ou hiperglicemia (excesso de açúcar no sangue). No caso dos carreteiros, que passam boa parte do tempo dirigindo, ter uma dessas crises pode comprometer a segurança na estrada. A justificativa é simples, entre os sintomas estão tremedeira, desequilibro, perda de coordenação, tontura, sonolência e visão embaçada, situações que podem levar o indivíduo a perder o controle da direção e provocar um acidente.
 
Pessoas com mais de 45 anos, acima do peso ideal, histórico familiar, sedentárias, hipertensão arterial, colesterol ou triglicérides alterados, devem realizar o teste para saber se têm pré-diabetes, primeiro passo para o desenvolvimento da doença. Durante o ano, algumas concessionárias, como a NovaDutra, realizam campanhas de saúde que contemplam o exame de glicemia.
 

Fonte: Portal O Carreteiro

13 SEP
Postado por: Gisele Ribeiro

Caminhoneiro: Desafios da profissão

 
O carreteiro amanhece e anoitece sob pressão, numa rotina desgastante de compromissos profissionais a serem cumpridos, sem falar nos inevitáveis problemas domésticos que precisam ser resolvidos resultando em situações que são potencializadas e acabam se refletindo diretamente no seu bem-estar físico e mental. Essa pressão, geradora de estresse - aliada aos maus hábitos alimentares e falta de exercícios físicos decorrentes da atividade - é prejudicial à saúde, como todos sabem. Porém, as mudanças climáticas que acontecem durante as viagens, de uma região para outra, ou mesmo das estações do ano, também se constituem num risco para a saúde do carreteiro.
 
De acordo com o médico Allan Pierre Foltz, 36 anos e 12 de medicina de família, é no Verão que pessoas que precisam enfrentar o seu dia a dia em condições estressantes ficam sujeitas a sofrerem distúrbios com mais facilidade. "Um deles é hipohidratação, por isso é importante que motoristas e viajantes em geral prestem muita atenção ao consumo adequado de líquidos, não só água, mas também de sucos e bebidas ricas em sais minerais que auxiliam na fixação da água no organismo", aconselha. Lembra que o uso constante de ventiladores e ar-condicionado refrescam, mas também acelera o processo de perda de líquido pelo corpo, pois ajuda na evaporação do suor, e essa perda muitas vezes não é notada pela pessoa. "Água, sim, porém somente filtrada ou mineral, ao contrário o risco de contaminação é grande", adverte o médico.
 
Destaca, também, a preocupação com alimentos contaminados. "Bares e restaurantes nem sempre têm condições adequadas de higiene, então não se pode descuidar, com atenção especial para alimentos manipulados, fritos e até mesmo assados. O ideal é preferir alimentos frescos ou refrigerados". Segundo ele, mesmo tomando todos os cuidados, se o viajante contrair alguma patologia intestinal, onde o principal sintoma são as fezes líquidas - deve ser feita a hidratação com sais de reposição oral e, se necessário, procurar auxílio médico. "A grande maioria das síndromes diarréicas são de fácil tratamento, mas se houver sangramento ou febre, um médico deve ser consultado com urgência", explica. E lembra que, como nesta época do ano a incidência solar é maior, deve ser redobrado os cuidados de proteção da pele, com a utilização de protetor solar em todas as partes do corpo expostas a luz, mesmo que não estejam diretamente ao sol, como mãos, rosto, orelhas e principalmente o pescoço. Lembra que a ação do protetor é de aproximadamente quatro horas e, se houver muita sudorese, esse período encurta para duas horas. Acrescenta que o Fator de Proteção Solar (FPS) deve ser de no mínimo 30, dependendo da cor da pele, e para os mais brancos o ideal é o FPS 60.
 
Mesmo sem ainda ter consultado um médico, o carreteiro Valdir Ruiz Diniz disse que não estava bem de saúde. Natural de Maringá/PR, 30 anos de idade, seis de volante, e dirigindo um caminhão tanque 2008 no transporte internacional, ele confessou na ocasião que só esperava chegar à sua casa para fazer um check-up médico. Contou que sentia tonturas frequentes, atribuindo o problema à pressão. Já foi obrigado a parar o caminhão com medo de sofrer um acidente. Lembra que apesar de ser novo, sofre muito com qualquer mudança de temperatura. No Inverno por causa da bronquite, precisa fazer inalações. E no Verão sofre com diarréias constantes, que combate com água e limão ou água e maizena. Afirma que cuida da alimentação, come bastante frutas e só toma água mineral. Concorda que tem andado muito estressado com o trabalho e com problemas familiares, pois se separou da mulher há pouco e tem filhos. Além disso, "as longas esperas nas aduanas e a falta de respeito desse povo com o motorista de caminhão vão deixando a gente nervosa", afirma.
 

Adriano Lopes Pereira, 38 anos e oito de profissão, natural de Itaqui/RS, cuida da saúde, evitando se expor aos extremos de temperaturas no Inverno ou Verão. Previne-se com vacinas antigripais, tem os lugares certos para a alimentação, só toma água mineral. Diz que pelo menos uma vez ao mês verifica a pressão arterial e faz um exame médico completo a cada ano. O último check-up foi há seis meses e há quatro está usando óculos porque sentia muitas dores de cabeça. O oftalmologista receitou um tipo de lente especial que resolveu o problema. Agora está tudo bem, afirma. Garante que é preciso estar atento e não facilitar. "Quem está no trecho não pode adoecer", afirma.

Sandro Odinei dos Santos Rodrigues, natural de Uruguaiana/RS, tem 27 anos e três de profissão. Trabalha com um caminhão 86 trucado e viaja entre São Paulo e Argentina. Segundo ele, no Inverno se resfria com facilidade. Se cura com remédios comuns e de vez em quando um chá caseiro. No Verão fica sempre doente do estômago e com diarréias frequentes por causa da alimentação e da água, principalmente na Argentina, diz ele. Nem sempre dá para escolher um lugar adequado para as refeições e muitas vezes come um sanduiche ou pastel e volta para a estrada. Sempre que possível leva frutas e água mineral na cabina, mas "nem sempre é possível", brinca. Já está acostumado com esses inconvenientes, os quais sabe as causas, mas vai levando enquanto der e se curando com remédios caseiros e " sempre tomando muita água para não ficar desidratado", conforme afirma.
 
Glauber Slaviero é natural de Tapejara/RS, tem 35 anos, 15 de volante e trabalha com um caminhão 2003 viajando entre os países do Mercosul e os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia. Ele afirma que sofre mais nos meses de Verão - a não ser nos rigores do Inverno na travessia dos Andes - quando padece de dores de barriga constantes causadas pela água salobra ou alimentação estragada. Prefere cozinhar, mas nem sempre dá tempo. Então é preciso se contentar com um pastel e uma xícara de café com leite. "Às vezes não dá para escolher um lugar adequado para as refeições e é preciso se contentar com o que aparece", afirma. Por isso, costuma levar frutas e água mineral na cabina para as emergências. Também se ressente de resfriados frequentes no Verão, quase sempre pelo fato de nos dias de muito calor dirigir sem camisa e com o vidro aberto, fazendo com que o corpo esfrie muito rapidamente com a evaporação do suor, acabando num resfriado. Lembra que anualmente passa por exame médico completo por exigência da empresa e sempre que vê serviços de atendimento nas praças de pedágios, verifica a pressão e faz todos os exames disponíveis. Fuma eventualmente e não bebe. ?Afinal, não dá pra brincar com a saúde, garante.
 
O carreteiro Alexandre Fonseca de Oliveira, 33 anos e oito de direção, natural de Londrina/PR, trabalha no transporte internacional dirigindo um caminhão 2008. Tem boa saúde e dificilmente fica resfriado. Prefere o clima quente, mas já acostumou com o frio de tanto atravessar as Cordilheiras dos Andes. Diz cuidar da alimentação consumindo apenas alimentos saudáveis, frutas, verduras e legumes. "Tomo bastante água e sempre mineral, porque a de torneira, nos postos de combustíveis, é terrível", comenta. Na Argentina, a situação é pior, segundo diz. Entre os cuidados que Alexandre toma para preservar a saúde, também está incluída a perfeita regulagem do ar quente ou do frio da cabina, conforme as circunstâncias, mas sempre mantendo um equilíbrio com o ar externo ou mantendo o ambiente úmido. Fez um exame médico completo há seis meses e está tudo em ordem. E, como não fuma e não bebe, acredita que se continuar assim, não terá com o que se preocupar por algum tempo. Mas, como nada é perfeito, lembra que há alguns meses comeu num restaurante no Nordeste e ficou mal da barriga. "Alguma coisa estragada", raciocina.
 
Igualmente com boa saúde e comendo de tudo, sem preocupações com o Inverno ou Verão, o carreteiro Neivo Antônio Barreta, 43 anos e 18 de profissão, natural de Sananduva/RS, apenas se queixa de dores nas costas. Ele tem hérnia de disco há anos e a solução seria cirúrgica, alternativa descartada por enquanto. Prefere fazer suas próprias refeições, levando alimentos do seu gosto na "caixa cozinha", mas sem incluir frutas, verduras ou legumes, "que não é muito chegado". Em compensação toma muita água mineral e muito chimarrão, três ou quatro vezes ao dia, não correndo o risco de ficar desidratado, garante sorrindo. Neivo não tem problemas de saúde, a não ser a dor nas costas, que depois de algumas sessões de massagens de uma comadre, que é massoterapeuta, quase sumiram. Essas massagens foram feitas há quase um ano e ele está se sentindo muito bem. E, quanto à alimentação, garante que come de tudo, sem problemas.
04 SEP
Postado por: Gisele Ribeiro

Ansioso? Estressado? Nervoso?

Vamos tirar o pé do acelerador e relaxar!
 
O trânsito está ruim, o possante quebrou, o trabalho está puxado, problemas em casa ... Quem nunca passou por situações como essas? Afinal, isso é estresse, ansiedade ou apenas nervosismo? De acordo com o médico homeopata Yechiel Moises Chencinski, todos nós estamos propensos a passar por momentos como esses e é preciso atenção para diferenciar cada condição.
 
"Embora parecidos, esses estados psicológicos são denominados de acordo com o grau de intensidade. Quando um indivíduo passa por uma fase aguda de ansiedade e esgotamento, por exemplo, ele vivencia o estresse", explica.
 
A ansiedade é uma reação normal do organismo, responsável por adaptar o corpo a uma situação nova. Quando muito elevada, no entanto, essa ansiedade pode ser prejudicial e, uma das consequências, pode ser o estado nervoso agudo.
 
"Cada um responde de uma forma a cada tipo de estímulo e, às vezes, a mesma pessoa reage de maneiras diferentes a circunstâncias semelhantes. Por isso, é difícil rotular os sintomas?, aponta o médico. "Nervosismo, angústia, tristeza, depressão, ansiedade, estresse. Cada uma dessas manifestações tem características específicas".
 
Pessoas ansiosas sofrem muito por reviver fatos que já são passados, carregados de tensão e sofrimento. Querem também enxergar o futuro e imaginar situações nas quais depositam esperanças e que, dificilmente, se concretizarão. Essa atitude é conhecida como antecipação. Por isso, tente relaxar e, como diz o Zeca Pagodinho, "deixa a vida te levar"...
 
Para o especialista, apesar das reações diferentes, o caminho para resolver os conflitos deve ser: procurar um profissional de saúde."Médicos e psicólogos são capacitados para diagnosticar o problema e indicar a melhor forma de contornar essas situações e retomar o estado de harmonia e equilíbrio", recomenda.
 
Segundo o Dr. Chencinski, as pessoas estão predispostas a passar por situações desagradáveis, vez ou outra, e apenas é possível minimizar as reações em busca de uma estabilidade psicológica. "O mundo não é perfeito e, assim, seria impossível estarmos sempre em total equilíbrio emocional", acredita.
 
 
 Dez passos para diminuir a ansiedade: 
  
 1 - Se alimentar corretamente;
 2 - Manter o corpo hidratado;
 3 - Praticar atividades físicas regularmente;
 4 - Manter o equilíbrio espiritual e relaxar (respiração, caminhadas ao ar livre, meditação, entre outros;
 5 - Trabalhar naquilo que gosta e em ambiente físico e emocionalmente saudável;
 6 - Ter tempo para o lazer (cinema, leitura, passeios, viagens);
 7 - Preservar o vínculo familiar e as amizades;
 8 - Ir a consultas médicas preventivas regulares;
 9 - Dedicar um tempo a não fazer nada (de vez em quando, é muito legal guardar um tempinho para não fazer nada);
 10 - Estar de bem com a vida.
 
 
 

 

 
As pessoas, de maneira geral, costumam relacionar problemas relativos à saúde ocular com doenças como catarata, glaucoma e conjuntivite, mas ignoram o fato de que o estilo de vida ou doenças em outros órgãos podem influir diretamente na qualidade da visão.
 
O alerta foi feito pela médica e especialista em glaucoma do Centro de Oftalmologia do Hospital São Vicente de Paulo do Rio de Janeiro, Luisa Aguiar.
 
Luisa, que é também membro da Sociedade Brasileira de Glaucoma e da Sociedade Brasileira de Oftalmologia, diz que, principalmente nesta época do ano - quando pessoas tendem a ficar mais próximas e em locais fechados devido à predominância de baixas temperaturas - uma preocupação maior com a higiene é fundamental para se evitar prejuízos à qualidade da visão.
 
"Lavar as mãos com frequência ainda maior, evitar aglomerações e estar sempre alerta muitas vezes pode ser o diferencial entre uma boa ou má qualidade visual", disse. "Os hábitos de vida estão diretamente relacionados à saúde ocular. Fumantes, sedentários e pessoas que ingerem pouca água e nutrientes ficam mais vulneráveis aos problemas visuais por terem reduzida a capacidade de defesa do organismo".
Segundo a especialista, diabetes e hipertensão arterial, por exemplo, também podem comprometer a visão de forma irreversível. A médica alerta que infecções como a dengue, por exemplo, podem desencadear hemorragias no globo ocular e causar, em consequência, distúrbios "graves" na retina.
 
"Eu sempre recomendo aos meus pacientes que, a partir dos 40 anos, consultem anualmente um oftalmologista, pois é sempre mais eficaz prevenir do que tratar. Engana-se quem pensa que apenas as doenças crônicas afetam a visão", diz.
 
Membro da Sociedade Brasileira de Cataratas e Implantes Intraoculares e também do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, o médico e especialista Glauber Marques diz que a baixa umidade do ar nessa época do ano, combinada com a maior proximidades das pessoas em locais fechados, podem ressecar os olhos.
 
Em sua avaliação essa combinação de fatores é explosiva quando o assunto são infecções oculares. "A incidência de conjuntivites como a tracoma [infecção bacteriana altamente contagiosa] e herpes ocular [infecção viral] tende a aumentar nos dias mais frios".
 
Na avaliação do especialista, a melhor forma de combater essas doenças contagiosas é evitar aglomerações, ventilar os ambientes e lavar as mãos com frequência. "Boa alimentação, atividades físicas regulares e ingestão de água com frequência ainda maior ajudam a proteger os olhos", diz.

 

10 APR
Postado por: Wagner Dias

Quem nunca sentiu dor de cabeça?

Como até uma simples gripe pode provocar dor de cabeça, muitas vezes um analgésico comum é a única medida necessária para resolver o problema. Em alguns casos, no entanto, a dor de cabeça pode ser o primeiro sinal de uma doença grave, como um tumor cerebral ou um aneurisma. De acordo com o neurologista do Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre (RS) Fernando Kowacs e membro titular da Sociedade Internacional de Cefaleia, embora esses casos sejam bem menos frequentes, devem ser investigados com a ajuda de um médico e, se necessário, de exames complementares.
 
"As pessoas devem se preocupar quando a dor iniciar de forma repentina, ou seja, quando atingir a intensidade máxima em menos de um minuto", explica. Além disso, de acordo com ele, há outros sintomas que devem ser avaliados: quando a dor vier acompanhada de febre alta, convulsões ou endurecimento da nuca ou quando começar a ocorrer depois dos 50 anos. "Por outro lado, muitas pessoas têm um tipo de dor de cabeça que acontece de tempos em tempos e que, apesar de benigna, pode atrapalhar bastante a rotina", alerta. São as chamadas dores de cabeça primárias, das quais as mais conhecidas são a enxaqueca e a cefaleia do tipo tensional. Estas pessoas têm uma tendência, frequentemente herdada dos pais, a sofrer crises de dor de cabeça desencadeadas por alterações do ritmo de sono e da alimentação, estresse, mudanças do clima, álcool e, no caso das mulheres, pelo período menstrual. "Isto acontece principalmente na enxaqueca, doença caracterizada por crises de dor de cabeça que podem durar até três dias e que dificultam muito as atividades do dia a dia", diz.
 
 
   Dicas: 
 
  • Se tem tendência a dores de cabeça, procure manter uma rotina regular de sono e de alimentação. Tente evitar picos de estresse e, se possível, identifique hábitos e alimentos que podem desencadear a dor de cabeça;

  • Evite permanecer por muito tempo em posições desconfortáveis, com o pescoço flexionado ou com a região entre a nuca e a cabeça mal acomodada;
  
  • Use analgésicos, por conta própria, apenas para dores leves. E, se não houver melhora, procure atendimento médico;

  • Se a dor de cabeça acontece mais que uma vez por semana, pode ser necessário iniciar um tratamento regular com medicamentos preventivos;
 
  • Lembre-se de que qualquer tipo de analgésico, quando utilizado com muita frequência, pode provocar a "dor de cabeça de rebote", ou seja, quanto mais comprimidos a pessoa ingere, mais dor de cabeça sente quando o seu efeito termina.
 
 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

 

 

Por conta da vida agitada e de várias horas na estrada, a alimentação dos caminhoneiros acaba não sendo muito regrada, mas será que é possível conciliar o trabalho e uma dieta saudável? A resposta é "sim" para a nutricionista, doutora em saúde pública e coordenadora de estágios do Curso de Nutrição da Universidade de São Paulo (USP), Mônica Inêz Jorge. E a receita não tem mistério porque a dieta é a tradicional, sem exageros e com pequenos cuidados nas três refeições principais.
 
Para o café da manhã, a nutricionista indica o básico: café, leite, pão, queijo ou outro tipo de frios, como presunto. Para o almoço e jantar, o cardápio deve ser o tradicional: arroz, feijão, algum tipo de carne, legume ou verdura cozida e saladas. E para acompanhar, uma fruta ou suco natural. "Insistimos que as pessoas devem comer frutas e verduras porque estes alimentos são protetores para muitos males, prevenindo doenças como as cardiovasculares e alguns tipos de câncer", acrescenta.
 
Apesar de a dieta tradicional ser a mais recomendada, existem algumas privações, como os alimentos gordurosos, como churrasco, rabada, feijoada e frituras em geral. Se for ingerido este tipo de comida, é preciso esperar cerca de duas horas para prosseguir viagem, pois o organismo demora muito mais para digerir esse tipo de alimento.
 
Ainda segundo a nutricionista da USP, uma dica para facilitar a digestão é intercalar lanches rápidos às três principais refeições do dia, o que também contribui para que o motorista coma menos no almoço e jantar. Dentre as opções de lanche, Monica Inês sugere uma xícara de leite, café ou chá com biscoitos de polvilho, pão de queijo ou algum salgado assado. De qualquer forma, iogurte e as frutas continuam na lista dos mais aconselháveis.

Para os motoristas que dirigem à noite, a orientação são os alimentos com carboidratos, como arroz, massas, biscoitos e pães, já que eles fornecem mais calorias, o que mantém a disposição e diminui o cansaço.
 
A nutricionista também aconselha a observar a higiene do local. "As instalações devem estar limpas e os funcionários da cozinha de uniforme", lembra, dizendo que não basta ser gostoso, o alimento precisa ser seguro do ponto de vista da higiene do preparo.
 
    DICAS:
  
  • Fazer refeições intermediárias para diminuir a quantidade de alimentos no almoço e jantar;
  •  Ao dirigir à noite, dar preferência a alimentos com carboidratos;
  •  Evitar alimentos gordurosos;
  •  Comer frutas com frequência;
  •  Observar a higiene dos bares e restaurantes.
 
01 MAR
Postado por: Wagner Dias

Previna Lesões nas Costas

Quem nunca sentiu dor nas costas? Este tipo de dor pode ser sinal de alerta para outros problemas na região das costas e as causas podem ter origem na má postura e no sedentarismo. Quanto mais cedo for a avaliação médica, maiores e mais rápidas são as chances para o sucesso do tratamento. Neste post, daremos dicas para potencializar a saúde da coluna vertebral para prevenir dores e melhorar a qualidade de vida dos caminhoneiros, uma das profissões que exige preparo desta musculatura devido às prolongadas horas de trabalho no volante.
 
De acordo com o médico da Clínica de Dor do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre (RS), João Rizzo, a dor pode incidir nos músculos, nas vértebras, na articulação entre as vértebras (a chamada artrose), nos discos intervertebrais (pequenos discos situados entre as vértebras e que funcionam como amortecedores na coluna) ou nos nervos (como acontecem nas chamadas hérnias de disco, com dor também irradiada para a perna, que é chamada de ciática). "Pequenas atitudes diárias podem prevenir que estas dores ocorram com intensidade ou mesmo que se tornem crônicas. Outro ponto importante é evitar a automedicação", ressalta.
 
 Dicas
  • Cuide da postura
  • Mude de posição com frequência
  • Use calçados confortáveis
  • Mantenha o peso próximo do ideal
  • Livre-se do sedentarismo
  • Respeite seu sono
  • Evite a automedicação

 

 

 

 

 

 

 

 

 

01 DEC
Postado por: Wagner Dias

Sem sono na estrada

 
"Há pesquisas que apontam que 20% dos acidentes nas estradas devem-se ao sono", afirma o neurologista Geraldo Rizzo, neurofisiologista e especialista em medicina do sono do Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre (RS), e membro da Academia Brasileira de Neurologia, Associação Brasileira de Medicina do Sono e Academia Americana de Medicina do Sono. Há 10 anos ele realiza pesquisas sobre sonolência como causa de acidentes nas estradas.

A falta de sono provoca um estado semelhante à embriaguez que retarda respostas, diminui os reflexos, a coordenação, a atenção, a memória e altera o humor e a libido. "Quando se adormece o tônus muscular reduz e, se a pessoa estiver sentada, há uma tendência da queda da cabeça", explica. Além disso a falta de sono provoca envelhecimento precoce e obesidade.

Outro item que merece discussão é o chamado "rebite", que consiste em estimulantes para manter o motorista acordado. A dilatação da pupila favorece os acidentes noturnos e durante o dia a falta de sono também provoca acidentes. De acordo com Rizzo, não existe alarmes anti-sono eficazes. No comércio on line já circulam alarmes por até R$10 que devem ser evitados. "A indústria automobilística estrangeira busca instrumentos que possam detectar sonolência no motorista, mas até o momento nada foi provado", esclarece.
  
 
 Durma melhor
 
  • À noite faça refeições leves e com pouca ingestão de líquidos, além de evitar álcool, nicotina, cafeinados e achocolatados;
     
  • Medicamentos para dormir podem ser consumidos apenas com receita médica e por curto prazo;
     
  • O ambiente de dormir deve ser escuro, silencioso e bem climatizado;
     
  • A cama deve ser usada apenas para dormir e deve-se ir para cama somente quando estiver com sono;
     
  • Evite TV, telefones e computador no ambiente de dormir;
     
  • Tente também evitar preocupações e exercícios físicos antes de dormir;
     
  • Mantenha horários regulares para deitar e acordar.
 
 

 

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